Bem, recebi o meu primeiro comentário! O que eu não esperava era que fosse do mano do meio!
Bem, o mano era de facto muito safado. Infernizou-me a vida durante o tempo em que eu ainda não era a sua cúmplice!
Até lá, mandava-me "jogar a pau com os ursos" e outros mimos!
É bem verdade que o outro mano, o "mano velho" me pedia para "ir comprar fanhanhas" ao ferro-velho! E eu lá ía e voltava sem a encomenda.
Mas o "mano velho" recompensava-me sempre com um rebuçadito ou outra guloseima e era por isso que eu nunca me zangava com ele! Além disso, chamava-me Clarinha e não clarinete-clarinete!!
Na verdade, esta coisa de ser a irmã mais nova, e ainda por cima a 3ª, tem que se lhe diga! Há uma velha amiga minha (meu Deus há quantos anos não vejo a Mafalda) que dizia que tinha o Síndrome do 3º Filho. Dizia ela que quando o primeiro filho nasce é uma festança. O segundo vem sempre na expectativa de ser o menino ou a menina para fazer o casalinho! E o terceiro, já não interessa muito!!!
Jorge, "meu bom Jorgues" (há coisas que só nós percebemos, certo?) Tantas coisas que temos passado juntos, tanto acontecimentos, tanto momentos de enorme alegria e tantos de profunda tristeza e revolta.
Como é possível sermos feitos de uma matéria tão frágil e simultaneamente tão resistente?
Porque é que crescemos tão bem, num meio que nos poderia ter feito tão maus? E que pais foram estes que nos fizeram assim? Porque é que tenho a sensação que a vida deles dava um filme?
Porque é que não estão quando nos fazem tanta falta?
Porque é que ser GALAU é um estado de espírito e não é para quem quer mas para quem pode?
Porque é que a minha família é A FAMÍLIA e não consigo pensar em mim sem pensar em todos? Porque é que a palavra partilha não é uma palavra vã?
PORQUE É QUE ME SINTO ORFÃ, EU, QUE QUALQUER DIA TEREI IDADE PARA SER AVÓ?
Reflectir e encontrar respostas para estas questões são exercícios duros mas necessários para que encontremos sentido nas nossas vidas, nos percursos que temos percorrido e naqueles que ainda estão por percorrer.
E agora há a Ana Clara, a Ana Clara, a Ana Clara!!!
Babo-me só de dizer o seu nome e estou ansiosa por pegar naquela doçura e “espremê-la” com beijos e cócegas.
Soube agora que o seu regresso do Brasil, onde está há 2 meses, será amanhã e não hoje, como erradamente pensei!
Antes assim, chega 32 anos depois da revolução do país onde se cantou:
Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim*
Letra original,vetada pela censura; gravação editada apenas em Portugal, em 1975.
Logo à noite vamos às comemorações do 25 de Abril.
Será a primeira vez que vamos todos (pais e filhos) viver esse momento. Haverá lugar a muitas explicações para as questões sempre inteligentes da Teresinha e do Simão.
Vai ser um bom momento em família!
Para que o esquecimento não vença a Memória!
Bem, o mano era de facto muito safado. Infernizou-me a vida durante o tempo em que eu ainda não era a sua cúmplice!
Até lá, mandava-me "jogar a pau com os ursos" e outros mimos!
É bem verdade que o outro mano, o "mano velho" me pedia para "ir comprar fanhanhas" ao ferro-velho! E eu lá ía e voltava sem a encomenda.
Mas o "mano velho" recompensava-me sempre com um rebuçadito ou outra guloseima e era por isso que eu nunca me zangava com ele! Além disso, chamava-me Clarinha e não clarinete-clarinete!!
Na verdade, esta coisa de ser a irmã mais nova, e ainda por cima a 3ª, tem que se lhe diga! Há uma velha amiga minha (meu Deus há quantos anos não vejo a Mafalda) que dizia que tinha o Síndrome do 3º Filho. Dizia ela que quando o primeiro filho nasce é uma festança. O segundo vem sempre na expectativa de ser o menino ou a menina para fazer o casalinho! E o terceiro, já não interessa muito!!!
Jorge, "meu bom Jorgues" (há coisas que só nós percebemos, certo?) Tantas coisas que temos passado juntos, tanto acontecimentos, tanto momentos de enorme alegria e tantos de profunda tristeza e revolta.
Como é possível sermos feitos de uma matéria tão frágil e simultaneamente tão resistente?
Porque é que crescemos tão bem, num meio que nos poderia ter feito tão maus? E que pais foram estes que nos fizeram assim? Porque é que tenho a sensação que a vida deles dava um filme?
Porque é que não estão quando nos fazem tanta falta?
Porque é que ser GALAU é um estado de espírito e não é para quem quer mas para quem pode?
Porque é que a minha família é A FAMÍLIA e não consigo pensar em mim sem pensar em todos? Porque é que a palavra partilha não é uma palavra vã?
PORQUE É QUE ME SINTO ORFÃ, EU, QUE QUALQUER DIA TEREI IDADE PARA SER AVÓ?
Reflectir e encontrar respostas para estas questões são exercícios duros mas necessários para que encontremos sentido nas nossas vidas, nos percursos que temos percorrido e naqueles que ainda estão por percorrer.
E agora há a Ana Clara, a Ana Clara, a Ana Clara!!!

Babo-me só de dizer o seu nome e estou ansiosa por pegar naquela doçura e “espremê-la” com beijos e cócegas.
Soube agora que o seu regresso do Brasil, onde está há 2 meses, será amanhã e não hoje, como erradamente pensei!
Antes assim, chega 32 anos depois da revolução do país onde se cantou:
Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim*
Letra original,vetada pela censura; gravação editada apenas em Portugal, em 1975.
Logo à noite vamos às comemorações do 25 de Abril.
Será a primeira vez que vamos todos (pais e filhos) viver esse momento. Haverá lugar a muitas explicações para as questões sempre inteligentes da Teresinha e do Simão.
Vai ser um bom momento em família!
Para que o esquecimento não vença a Memória!




